BlocoSe7e Mídias Culturais

Conteúdo Bacana Para Gente Interessante

Psycho Carnival 2010

fevereiro8

O Psycho Carnival é um dos maiores festivais de rock do Brasil durante o carnaval e acontece tradicionalmente em Curitiba há 10 anos, e tem trazido para Curitiba pessoas de várias partes do Brasil, América do Sul, Europa e Estados Unidos, promovendo um intenso intercâmbio cultural e movimentando o setor hoteleiro e o comércio da cidade.

Este ano o festival trará mais de 21 atrações nacionais e 6 bandas internacionais, envolvendo um público estimado em 8.000 pessoas, grande parte entre 25 e 40 anos, de ambos os sexos.

Esse é um festival que tenho ensaiado de ir muitos anos, quem sabe agora com a presença do Kães Vadius, eu tome coragem e encare quase sete horas de estrada para acompanhar o maior evento do gênero aqui no Brasil.

A programação é extensa e bem variada, quem estiver na capital paranaense não pode perder a série de eventos que envolvem a grande festa. Principalmente a boa variedade de cervejas e bandas.

Programação:

12/02/10 Sexta-feira

21h – Festa de aquecimento no Moinho Eventos

01h45 – Hillbilly Rawhide
24h00 – Motorocker
23h00 – The Mullet Monsters Mafia (SP)
22h00 – O Lendário Chucrobillyman
Pista: DJ Francky (França/UK)

13/02/10 – Sábado

13hrs – Almoço de confraternização – Restaurante Gira Grill Praça Santos Andrade

20h – Psycho Carnival no Moinho Eventos -

02h35 – Kães Vadius (SP)
01h30 – Ovos Presley
23h35 – The Strangers (Holanda)
22h30 – Voodoo Zombie (Chile)
21h45 – Krappulas
21h00 – Flatheads

14/02/10 Domingo

14h Zombie Walk – concentração Boca Maldita(praça osório)

16h show gratuito nas Ruínas de São Francisco

19h00 – Thee Lo-Hi’s
18h00 – Eles Mesmos
17h00 – Anne & Malagueta Boys
16h00 – Radio Cadáver

20h – Psycho Carnival no Moinho Eventos

02h35 – Phantom Rockers (UK)
01h30 – Sick Sick Sinners
23h35 – The Ghost storys (EUA)
22h30 – As Diabatz
21h45 – Drakula (SP)
21h00 – Psychodelic Jungle

15/02/10 Segunda-feira

20h – Psycho Carnival no Moinho Eventos

02h35 – Frenzy (UK)
01h30 – Skarekrows (França)
23h35 – Crazy horses (Londrina)
22h30 – Missionários
21h45 – Skizoyds (SP)
21h00 – CWBillys

16/02/10 Terça-feira

22h – Festa de encerramento com DJ Set com a
Banda Skarekrows(fr) no Kitnete bar R. Duque de Caxias, 175

Info para Ingressos aqui, e para São Paulo aqui.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Garotas Suecas no SESC Vila Mariana

fevereiro8

O Sesc recebe a banda Garotas Suecas no dia 9, às 20h30, com entrada a R$ 12. O evento faz parte do projeto “Supernova”, que cede espaço a músicos do cenário alternativo da música urbana, visando contemplar artistas com trabalhos autorais e inovadores.

A banda que foi fundada em 2005 e conseguiu destaque na mídia após vencer o prêmio de aposta MTV em 2008, desbancando projetos como 3 na Massa, Turbo Trio e Rosana Bronks. Com referencias de rock de garagem e soul, Jovem Guarda e Mutantes, Tim Maia e Jorge Ben, Rolling Stones e Aretha Franklin a banda conta com a apenas uma garota apesar do nome.

Esse é o último show no Brasil antes da turnê nos EUA.

Serviço:

Terça-feira (09/02) a partir das 20:30 – R$ 12

Sesc Vila Mariana – Endereço: R. Pelotas, 141 – Vila Mariana – Sul. Telefone (11) 5080-3000.

Classificação: 12 anos.

Resenha NWA 2 – 06/02/10

fevereiro8

O que esperar de um festival com bandas muito pesadas, num fim de semana chuvoso, numa era de escrotidão colorida, totalmente independente em um mercado de bandas ruins querendo ser o grande sucesso das menininhas da Malhação, literalmente no Inferno (baixa Augusta)?

Confesso que minhas expectativas, até pelo afastamento de gigs nos últimos anos, era de ver a galera Old School de Verdurada e quase nada de molecada mais nova, ainda fresca de roles. Que grande surpresa ao ver que além do pessoal das antigas, tinha sim muita gente mais nova, a geração renovada e como sempre muitas meninas, representando demais nos circle pits.  Reforçando a idéia de respeito que sempre existiu e continua vigorando na cena.

Me senti deslocado ao já pegar uma ou duas cervejas pra acompanhar os shows no primeiro dia, cercado de grupos de straight edges, mas com o passar do tempo vi mais alguns segurando latas e garrafas numa boa, sem repreensão e sem causar também.

Seguindo o meu ritual, procurei um local mais tranquilo pra conseguir anotar algumas impressões do que estaria por vir. E logo de cara fiquei feliz por ter conseguido chegar cedo, apesar da chuva que enfrentei pelo caminho, a única banda que não conhecia estava na primeira música, e deu pra curtir bem o curto, mas muito bem executado show do End Hits. Fazia tempo que não ouvia um vocal feminino tão marcante e potente, resguardado por um instrumental muito bem arranjado, mostrou que suas músicas funcionam demais ao vivo.

A galera ainda chegando e esquentado, foi a vez do Ralf Macchio subir ao palco e mandar um hardcore potente e vocal muito forte, aí começaram a se ensaiar os primeiros circle pits, que foram consolidados com as porradas seguidas que o Corleone mandou do início ao fim de seu show. E esse foi só o primeiro show do ano da banda de São Caetano, que certamente vai destruir tudo esse ano.

Depois de uma viagem de Curitiba à São Paulo, fritando debaixo do sol, era provável que os integrantes do Your Fall estivessem cansados e fizessem um show feijão com arroz, ledo engano. Mesmo com problemas em uma das guitarras, os curitibanos quase põe o Inferno abaixo e muita gente grudada no palco cantando junto.

O Clearview mostrou o motivo de tantos elogios, inclusive os que vieram das bandas que os precederam, realmente se não a melhor banda de hardocre que surgiu na última década, está bem perto disso. O show sempre energético e coerente, mostra que o comprometimento e a paixão são os pilares da cena e a qualidade das bandas reflete isso.

O que mais me chateou na noite foi o Bandanos. Por problemas de compromisso não consegui assistir mais do que duas músicas do show, que como sempre estava arrebatador, provavelmente perdi as maiores rodas e a banda com mais público da noite.

Além de perder boa parte do Bandanos, fico devendo fotos, pois as que tirei estão péssimas. O que me lembra de deixar aqui um convite a quem curte tirar fotos e quer divulgar o seu trampo, mande um email pra gente, pois estamos necessitados de bons fotógrafos.

O maior destaque fica para a organização e pontualidade do evento, tudo correndo certo e todos satisfeitos. O que tirei de conclusão do primeiro dia é que os objetivos foram alcançados, principalmente o resgate e afirmação do (verdadeiro) espírito independente.

Agradeço especialmente ao Shamil por lembrar da BlocoSe7e e abrir as portas do Inferno para nossa cobertura humilde, porém sincera.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Never Shout Never – What Is Love?

fevereiro6

Saindo um pouco da sétima arte (a qual eu tento resenhar sempre que possível) e indo um pouco para outra grande paixão: a música. É complicado falar de música. Sempre achei um assunto delicado. Nós, geração 20 e poucos anos, temos opiniões e experiências diversificadas dentro da música, seja na prática ou no ato de ouvir. Eu tenho nas duas e me orgulho de cada acorde mal tocado que eu possa ter feito na vida.

Sempre ouvi as mais variadas vertentes desse tão amado rock apesar de ser um wannabe hard rocker de nascença (meus primeiros discos foram Guns, Kiss e Aerosmith) e hoje eu vou falar sobre algo que, na minha opinião, faltava MUITO na música: coisas positivas, que te deixam bem na hora que o cd tem o seu stop final.

Essa semana (um pouco atrasado) fui atrás do primeiro full-lenght do one man band Never Shout Never (antigo NeverShoutNever! (?)), What Is Love?. Ignore o visual. Esqueça Restart e similares e dê valor a letra e a mensagem por trás das canções. O molecote Christopher Drew parece ter escapado de alguma banda colorida que a geração neon pira, mas não.

Ele começou o projeto sozinho e foi levando sozinho, como todo bom projeto pessoal deve ser. Hoje ele tem uma banda por trás, mas a qualidade foi pelo lado contrário e só aumentou com isso. Músicos competentes ao que é pedido pelo chefe de 18 anos seguram a corda firme para Chris mandar sua mensagem aos que querem ouvir e prestar atenção. E se você não prestar vai menosprezar o álbum, o que é um grande erro ainda mais por se tratar de um álbum fácil, upper e curtíssimo (20 minutos).

São 10 canções que passeiam entre a religião, as mudanças que o mundo precisa fazer, amor por uma desconhecida, problemas pessoais e a grande questão que dá título ao álbum (e ao primeiro single): o que é o amor. Não tenho muito o que falar sobre um play tão curto quanto What Is Love? a não ser OUÇA!

Deixe o preconceito pra fora do headphone e dê 20 minutos do seu dia para as palavras de Drew. Pode não fazer a diferença na sua vida nem ser a coisa mais genial que você já escutou, mas uma coisa é certa: você vai se sentir bem após e, com certeza, vai querer ouvir de novo. E você vai ouvir.

Que o Never Shout Never não seja engolido pelo bicho-papão do mainstream (síndrome de underground?) e, que se for (o que acredito que acontecerá em breve), continue com a positividade desse álbum e continue verdadeiro ao que seu idealizador acredita. Muita coisa boa pode sair da cabeça desse garoto.

Por Clids

BlocoSe7e Staff

Cars and Calories #06

fevereiro5

O número de obesos nos Estados Unidos cresce a cada ano. Até aí, nenhuma novidade. Mas de quanto é esse crescimento? Vi este site aqui http://www.cdc.gov/obesity/data/trends.html e confesso que me assustei. Desde que nasci o número de obesos cresce sem parar. E, em alguns estados, chega a atingir 30% da população. Pesado isso não? (citando nosso amigo Aroldo “tumdumpsss”).

Em um passeio por alguns sites, pude notar que atualmente, o que mais preocupa e “revolta” a nação norte americana no que concerne obesidade, é o fato de muitas coisas não estarem adaptadas para esse público. Só para ilustrar a situação:

Faca de dois gumes

- Se tudo for adaptado para clientes obesos, muitos verão como uma espécie de apologia à obesidade.

- Se nada for adaptado a clientes obesos, muitos verão como discriminação.

Não consigo chegar a uma conclusão. Fico sim em cima do muro.

Mas uma pergunta fica em minha cabeça toda vez que falo sobre obesidade. Por que tal enfermidade (sim, para a medicina obesidade é doença) ocorre?

Couch Potato!

Claro que dizer que toda a obesidade de um país é decorrente de um estilo de vida, por assim dizer, é errado. Porém, tal termo é tão difundado à cultura norte americana que fica impossível tratar de obesidade sem citá-lo.

De acordo com Jack Scholes a melhor tradução para couch potato é “pessoa inativa e sem imaginação, que prefere passar o tempo ociosamente no sofá, couch, assistindo à televisão, a fazer qualquer atividade, principalmente física. O uso na expressão da palavra batata, potato, pode se referir à semelhança da pessoa ao legume, ou ao fato que esse tipo de pessoa costuma consumir grandes quantidades de batatinhas fritas enquanto está sentada ou deitada no sofá.”

Será que isso favorece a obesidade?

Ainda tratando do porquê da obesidade, cito outro ponto importante: alimentação!

Todos sabemos que a tendência é de trabalharmos cada vez mais e termos cada vez menos tempo para cuidarmos de coisas que realmente são importantes (família, saúde, alimentação…). Logo, comemos o mais rápido que podemos, afinal, time is Money.

Crítica a má alimentação = Super Size Me A dieta do palhaço

Na boa? Acho isso a maior furada. Todos sabemos que excesso de algo faz mal. Lembro muito bem de um amigo que, ao levar o vegetarianismo a sério e se esquecer do que seu corpo precisava, acabou por ficar doente. Acho besteira dizer que McDonald’s mata! Gostaria, sinceramente, de ver alguém que tope fazer uma dieta similar a essa comendo apenas no Habib’s. Tudo bem, concordo que talvez essa pessoa não sofra dos mesmos problemas, mas alguma merda isso vai dar!

Por Felipe Sata

BlocoSe7e Staff

Exposição Fodido e Xerocado no Espaço +Soma

fevereiro5

A partir de hoje (05/02), começa no espaço + Soma a exposição dos paulistas Daigo Oliva e Mateus Mondini intitulada Fodido e Xerocado, originalmente, um fotozine distribuído gratuitamente e com uma tiragem pequena – algo em torno de 150, 200 exemplares/edição – o Fodido e Xerocado traz em cada número cerca de 20 fotos de bandas punks em shows que ocorrem geralmente em São Paulo.

“Em 2007, virou livro pelo selo Cospe Fogo e agora ganha sua primeira expo. Nas imagens, bandas como Gang of Four, Stooges, Discharge, Cólera, Ratos de Porão e Olho Seco.

Além das fotos, a exposição dá continuidade a colagem de lambe-lambes feita em pontos de ônibus da cidade. Por conta da Lei Cidade Limpa, que removeu propagandas de espaços públicos, o que antes era destinado a publicidade nas paradas dos coletivos virou moldura para eles. “ – retirado do release do site da + Soma.

Terça a sexta, das 12h às 20h. Sábado das 13h às 20h. Até 06 de março.
Grátis.

Espaço +Soma (Espaço Cultural/Loja/Café)
Rua Fidalga 98 – Vila Madalena – São Paulo – SP
Informações – info@maissoma.com / 11 3031.7995

BlocoSe7e Staff

Fonte: + Soma

Tracklist do EP BREAKDOWN do December

fevereiro4

A banda December (ex- Sous La Folie) divulgou a tracklist do seu primeiro EP intitulado BREAKDOWN.

O EP está um pouco atrasado, mas ja foi anteriormente explicado neste vídeo:

Para alento dos fãs, aqui está o tracklist:

December – Breakdown EP

01 – Explicações (Intro)
02 – Sobre o Tempo
03 – Pagar Para Ver
04 – Virando a Pagina
05 – Oceana

Esperamos ansiosamente pelo lançamento, enquanto não chega ouça o antigo Sous La Folie aqui.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Agenda de Shows – 06 e 07/02

fevereiro4

Apesar da chuva que tem hora marcada em São Paulo, esse fim de semana está recheado de bons shows para quem gosta de rock de todas as vertentes.

Confira a agenda de shows que recomendamos:

06/02 – Skarnaval 2010


Sábado acontece o tradicional Skarnaval no Hangar 110, sempre comandado/organizado pela banda SapoBanjo. O tema desse ano é 100 anos de Trem das 11, 100 anos de Adoniram Barbosa. Mais um show para dançar até morrer, na companhia das bandas SAPOBANJO, Extra Stout, BA-BOOM e THIAGO DJ.

Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro CEP: 01121-010 – São Paulo – SP (próximo a estação Armênia do metrô) Tels.: 0/xx/11 9389-3365 – 0/xx/11 3229-7442.

Entrada: Antecipado R$ 15,00 (Na Galeria do Rock – Lojas 255 e Flame) e Na Porta R$20,00. A partir das 19h.

06/02 – Rockabilly Boogie


Neste sábado uma das bandas mais importantes do rockabilly nacional, Crazy Legs toca no Inferno Club com a abertura do Red Lights Gang. Para quem conhece e gosta do estilo, é obrigação ir e se acabar de dançar.

Rua Augusta, 501 – Consolação, São Paulo – SP, 01305-000 (0xx)11 3120-4140

Entrada: Lista R$ 15,00 e Porta R$20,00. A partir da 00h.

06/02 – d.e.L.I.C.i.o.U.S.


Show com a banda Ecos Falsos apresentando o single “S” do CD QUASE, destaque para as músicas “ A Sereia” que teve grande destaque essa semana no site Tramavirtual. A festa ocorrerá na tradicional Funhouse e só acaba quando os DJ’s Ricardo Lemke, Ivan Sabian e o Urbanaque Crew cansarem.

Rua Bela Cintra, 567 – Consolação, São Paulo – SP, 01415-000 (0xx)11 3259-3793

Entrada: Homens – Lista R$15,00 /Sem Lista  R$20,00 – Mulheres – Lista R$10/Sem Lista R$15,00. A partir das 23h30

06 e 07/02 – Never Walk Alone 2


O Never Walk Alone é um festival independente totalmente DIY (Do It Yourself) feito com simples conceitos, amizade, respeito e musica boa! E conta com as maiores bandas do hardcore/metalcore nacional. Com um set de dar inveja a outras produções e fazer a alegria dos fãs que poderão assistir nada menos que 12 bandas em dois dias, no Inferno Club em São Paulo.

Sábado (06/02) – Bandanos, Clearview, Your Fall, Corleone, Ralf Macchio e End Hits. A partir das 18h.

Domingo (07/02)Paura, Fim do Silêncio, Inkognitta, Jeffrey Dhamer, Take Off The Halter e Stronger Than Before. A partir das 16h.

Rua Augusta, 501 – Consolação, São Paulo – SP, 01305-000 (0xx)11 3120-4140

Ingressos: R$ 15,00 (para os dois dias) e R$20,00 na porta (cada dia).

07/02 – Revelaranjação2


Show organizado pela Orange Produções que conta com a presença das bandas Cardiac, Minnuit, FAI, Sharks At Abyss e Histeria no Clube Outs. É a aposta da produtora em mesclar bandas já conhecidas pelo público e outras com bom potencial de crescimento.

Rua Augusta, 486 – Consolação – São Paulo – SP Tel.: (11) 3237-4940

Entrada: R$10,00 (100 primeiros) R$13,00(Restante). A partir das 17h.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

Outside Scissors #07

fevereiro3

“Minha beleza não é efêmera, como eu vejo em bancas por aí…”

No dinamismo dos padrões estéticos as aparências são efêmeras e, portanto, mudanças são freqüentes e movidas, principalmente, pela insatisfação pessoal que são alimentadas por influências externas que sofremos e aceitamos passivamente.

Os corsets eram inimigos da saúde das mulheres, mas eram considerados importantes pra estética da silhueta S na La Belle Époque (1900-1914). Como era prejudicial fomos libertas pelos vestidos leves de silhuetas soltas de Paul Poiret pouco depois; a pele extremamente branca muito bem vista na época da monarquia era suprida por boas doses diárias de maquiagem tanto em mulheres como homens; e, desde a década de 1960 os cuidados com o corpo foram acentuados e com o boom das academias nos anos de 1980 ser “cheinha” não era mais sinal de status e riqueza como foi e começou a ser sinal de desleixo, de ociosidade.

Esses padrões andando de mãos dadas com o comportamento da moda – que, por sua vez, nada mais é hoje que um reflexo do comportamento social – tem um número incontável, mas desde o aparecimento de top models e os cuidados com o corpo, a ícone de moda e top model Kate Moss é um bom exemplo do que hoje é considerado belo. Apesar da Twiggy, também ícone e top, já na década de 1960 ser exemplo da silhueta denominada waif – que significa menor abandonado, mendigo, tinha algo de venenoso e pejorativo nesse termo, segundo Vitor Angelo, blogueiro e jornalista, mas com o tempo, o estilo das meninas meio andróginas, sem curvas, levou também na moda o uso dele – que Kate Moss trouxe com seu sucesso.

A professora e antropóloga Miriam Goldenberg, do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), afirma que este estereótipo de mulher impera-se devido ao prestígio, status e dinheiro que a carreira de modelos representa.

Entre essas inúmeras e bem sucedidas modelos loiras e magrelas – com todo o respeito –, revelando-se mais como modelos de beleza do que de passarela infelizmente, homens também sofrem certas pressões. Horas de academia para ficar com aquele “tanquinho” abdominal, altura e a aparência sempre muito bem “máscula” são também “exigidos”.

A indústria da moda, considerada a grande réu dessa “ditadura” é alvo de preocupações e alguns governos resolveram tomar medidas.

Na França em 2008, foi firmado um compromisso com os profissionais do mundo da moda e da publicidade, que prometeram em um documento “defender a diversidade do corpo humano e não estigmatizar as diferenças físicas”.

A “Carta contra a anorexia e a imagem do corpo” é um conjunto de intenções para difundir a aceitação da “diversidade corporal” e também divulgar informações a fim de combater os ideais de magreza excessiva.

Além da valorização da diversidade corporal medidas a favor da diversidade racial, que foge do tipo “europeu”, também foram providenciadas. aqui no Brasil quem acompanhou as últimas principais Fashion Weeks do país, a de São Paulo e a do Rio, pode notar que havia uma quantidade maior de negros na passarela, de cada marca.

A organização do SPFW assinou com o Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta, em Maio de 2009, que se compromete “a sugerir às marcas que desfilam a contratação de pelo menos 10% do casting ser de negros, afrodescendentes ou indígenas”. Algo bem parecido como as cotas nas universidades brasileiras.

Sugerir aqui parece uma palavra mal colocada, visto que, se não houver uma justificativa pelo descumprimento há uma multa de R$ 250 mil.

É pra sugerir ou obrigar?

A polêmica medida foi muito mal criticada por estilistas e pela organização, pois além de ferir a liberdade de escolha profissional (da marca) e a indubitável capacidade dos modelos negros, afrodescendentes e indígenas, na minha opinião apenas incentiva a segregação. Por que ninguém cria uma cota para asiáticos também?

Mesmo que reforçados e valorizados ainda pela mídia de maneira espalhafatosa, esses arquétipos se tornam arquétipos se forem aceitos e, por isso não são imposições como dizem ser. A indústria da moda também são negócios e eles vendem o que está vendendo. Estou errada?

Dentro do cabível, creio que ninguém se entope de anfetamina pra entrar naquele vestido tubinho que pede um corpo magérrimo dentro dele porque foi coagido, ou te forçam a lembrar pra se sentir capacitado e incluso a cor da sua pele ser rosa, azul, amarela, preta ou vermelha, que seja, ou obrigam o homem a tomar anabolizantes pra ter aquela barriga de tanquinho o mais rápido possível e que adianta um tanque com uma torneira que não funciona?. E tudo isso cometido porque está nas capas de revistas e jornais e nas passarelas?

Se estiver sofrendo de algumas coisas mencionadas acima, por favor, não queira matar algum estilista ou um fotógrafo de moda. Procure primeiro um psicólogo e trate de ver se não sofre de algum complexo de inferioridade. A parcela de culpa não é total dos dirigentes.

Eu vejo a moda como amante da diversidade. E padronização é do que mais se foge. Mas se a moda não era assim anos atrás e de fato é a vilã disso tudo, hoje eu enxergo ela mais madura e acho que podemos respirar e comer mais aliviados. Nem tudo precisa ser tão mais perfeito, magérrimo, loiro e alto.

Beleza é efêmera.

A V Magazine tem adorado a diversidade corporal e fez uma edição com modelos de vários tamanhos.

A nova modelo badalada é loira e branquela, mas Georgia Jagger não tem dentes perfeitos.

Por Tiemi Higa

BlocoSe7e Staff

Arte Constrói – São Luiz do Paraitinga

fevereiro3

Dificilmente se consegue pescar boas e úteis informações em redes sociais. Pelo curto espaço e vontades desconexas que os usuários tem, pouco se aproveita. Porém, um tweet do nosso colunista Felipe Sata, conheci um projeto muito interessante que será desenvolvido nesse final de semana.

O projeto em questão é o Arte Constrói – São Luiz do Paraitinga que realiza do dia 05/02 a 07/02 shows em busca de fundos para ajudar na reconstrução e apoio aos moradores da cidade histórica do interior de São Paulo.

A realização está por conta da produtora Mundo Pensante e do Coletivo Loungetude46. O objetivo da ação é concretizar a idéia de que a arte e a cultura podem melhorar realidades sociais por meio de ações solidárias e didáticas de entretenimento.

O festival acontece nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, na Vila Madalena, no recém reformado casarão que abrigou a primeira versão do famoso StudioSP (Rua Inácio Pereira da Rocha, 170).

Confira a programação completa aqui.

Por Ikie Arjona

BlocoSe7e Staff

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